TRANSATRAVESSADOS

Mostrando postagens com marcador cabeça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cabeça. Mostrar todas as postagens

11 de julho de 2013

parabolae

lagos de sentido e alcatrão, 
saídas de falsas fechaduras, 
nódoa, poças de escuridão, 
tipos de arcaicas máquinas, 
cabeças com chifres, hastes, 
celibatos de linhas impuras, 
manchas de vácuo ou nada, 
oposto essencial, contrastes, 
limiares para furar páginas, 
arca anárquica de ateísmos, 
monólito ao todo, em cada, 
as palavras são vis abismos 



7 de outubro de 2012

uma cidade por cabeça



o chão por entre a cabeça:
escol de capital per capita
cuja polução visual branca 
a use entardecer e não ser
a subir ao céu de aerossol.

garoa engrossa rosa russa. tussa saúva. macumba
roa a rua. pagode e pomba. chupa que é de chuva.
tambor de água que retumba e rebomba e explode.

essa escuridão
já não te alucina?
culpe a volúpia lupina.

a escrita no canteiro:
plantações dançadoras.
jardins mahjong de nadja.
dez pedras despedaçadas
sob holofote folhoso em cruz.

o dédalo ardido
de tanto gretar
o alérgico cogito.

o colar de brasas.
a barca dos lares.
o dobrar-se casal
e dor ser cabalas.
a borrasca de sal.
o lascar do sabre
a declarar bossa
e ladrar abcesso.

danou-se essa nuvem enlameada da noite
e treze flores vergadas. vergões de ser fel.
lábia reza depressa: destrezasarrepiadas.

troca-se nossa cicatriz
por escamas de vidro.
lepra lisa ou pele azul

ou esse nariz risível pelo seu queixo chique.
boca de tara. coroa dentada. mordida rouca.
lantejoulas estridentes contra o mamilo afim.
ósculo paquiderme na bochecha do deboche

e vaginas navarras cujas juras rachadas
são bigodes de corda além das orelhas
do escopo. o pescoço na louça de cílios
e cachinhos de chumbo no naco de nuca.
sobrancelhas encolhidas na tela de testa

e cada cabeçudo
em sua touca de âmbar
chapéu de cânhamo
cocar de coruja.

capacete vazio pronto para a guerra
  (e ponto para a terra).

capuz de sombra
sobre fósforo
em cobre o fogo.
derrete o que se chama palito
naquilo que escultural sorve-te.

unicidade porca à beça:
as avenidas de vacina
para veículos solúveis.
as mesmas ruazinhas a rir das unhas
do pseudodestemor do pedestrismo.
as esquinas de sequilho
ou suas siglas de galeria. 
bulevares o seu verbal
se fiz cedo de edifícios
nosso metropolitano. roto tom pineal
destas estátuas. vadio tu é tu viaduto
se cada ira irreal é reduto. escadaria
para os fumódromos em modo fórum.

cada máscara passa de uva-valquíria.
fábrica de gemidos fazendo amigos:
umbi(diálo)gos

                            em toda páginarpejo:

o mapa de outra toca onde apodreça
se um barulho de máquina machuca.
se elejo o candidato eu que apedrejo
e espirra coca e orgulho é tu novato
que encaçapa bituca
ou batuca na cabeça.

moro aqui onde penso
em neurônio e gente
no crânio tão imenso.
de morada a mente
neurológica. citadina.
até que nos redima
o meteoro de aspirina.